93 anos sendo Forte e Gentil: confira o artigo de David Feffer

Era janeiro de 1924, quando meu avô, Sr. Leon Feffer, registrou sua primeira firma individual para comercializar papéis, dando origem ao Grupo Suzano. Estávamos na metade do governo de Arthur Bernardes (1922-1926), marcado pela instabilidade política, crise econômica e diversos conflitos. Um momento difícil que, no entanto, não impediu “seu Leon” de dar o primeiro passo para a realização de seu sonho. Após a dura e incerta travessia do Atlântico para tentar uma vida nova no Brasil, ele trouxe em sua bagagem a esperança, a vontade de trabalhar e a coragem de empreender.

Desde então, lembro-me de vários momentos em que essa vontade e coragem foram destaque na história da Suzano. Foi assim, por exemplo, na “grande depressão” de 1929: onde muitos empresários encontraram dificuldade em manter seus negócios, “seu Leon” vislumbrou a primeira oportunidade de dar um salto, arrematando por um preço vantajoso um grande lote de papel parcialmente queimado, operação que rendeu lucros com os quais ele ampliou significativamente seus negócios.

Exatos dez anos depois, começava a Segunda Guerra Mundial. “Seu Leon” já era um empresário próspero e podia dar razoável conforto à família. Mas, de novo, mostrou o quanto sua personalidade era movida pelo desafio, protagonizando uma das maiores sagas empresariais do Brasil ao vender tudo o que tinha, até a casa da família, para investir na compra de sua primeira máquina de papel e, assim, mudar completamente de patamar, transformando-se em industrial.

Daquele momento em diante, muitas vezes, o jogo inverteu e nossas iniciativas impulsionaram mudanças positivas. Foi o caso do desenvolvimento industrial da celulose de eucalipto – processo liderado pelo Sr. Max, entre os anos 1950 e 1960, que transformou o Brasil, antes totalmente dependente da celulose importada, em um dos maiores exportadores mundiais desta matéria-prima. O mesmo aconteceu em relação a aspectos mais recentes, que vão da criação de um modelo inovador de desenvolvimento socioambiental, por meio do Instituto Ecofuturo, passando pela diversificação dos mercados de atuação e pela internacionalização, com a criação da MDS Brasil, corretora de seguros em conjunto com o Grupo Sonae, da Alden Desenvolvimento Imobiliário, joint-venture com a Helbor para negócios imobiliários, e da HiperStream, que atua no segmento de software,  até o investimento em engenharia genética, que nos coloca na vanguarda em tecnologias florestais, com a FuturaGene.

Tudo isso fez com que, 93 anos depois, o Grupo Suzano se transformasse em uma das mais sólidas organizações empresariais do País. E, nesse processo, tão importante quanto os ativos mensuráveis, foram e são os imensuráveis: os valores que sustentam o Grupo Suzano há quase 100 anos; o lema que inspira e define nosso jeito de ser Suzano – Forte e Gentil – e as pessoas que construíram a história e constroem o presente e o futuro do nosso Grupo. O conjunto desses ativos é a principal ferramenta para seguirmos enfrentando com esperança, coragem, ética, inovação e paixão tantos desafios. É isso que nos impulsiona a transformar o hoje e o amanhã, para sairmos do século XXI ainda mais fortes e gentis do que quando nele entramos. Afinal, como diria “seu Max”: “a vida que a gente quer depende do que a gente faz“.

David Feffer