Fibria e Suzano obtêm aprovação final para fusão

Por O Estado de S.Paulo

A Fibria e a Suzano informaram nesta quinta-feira, 29, que a autoridade da concorrência da Europa aprovou a combinação de seus negócios e bases acionárias, nos termos do Protocolo e Justificação de Incorporação aprovado em Assembleias Gerais Extraordinárias das companhias realizadas no dia 13 de setembro de 2018. Esse era o último passo para que as empresas pudessem se unir. As autoridades brasileiras já haviam dado aval para o negócio.

As empresas informam ainda que a operação ainda estava sujeita ao encerramento antecipado do contrato para fornecimento de celulose de fibra curta celebrado entre Fibria e Klabin.

Sobre o tema, a Klabin informou que, após avaliar os benefícios mercadológicos e estratégicos de assumir a comercialização de celulose de fibra curta BEKP (Bleached Eucalyptus Kraft Pulp), atualmente realizada pela Fibria, protocolou memorando às autoridades europeias propondo o encerramento antecipado do contrato de comercialização de BEKP firmado com a Fibria como um remédio à operação entre Suzano e Fibria.

“A companhia recebeu nesta data a aprovação das autoridades europeias do referido pleito. Com isso, será assinado o documento referente à rescisão do contrato que contempla provisões específicas de transição de forma benéfica para as partes envolvidas”, diz a Klabin.

A empresa ressalta que muitos compradores de BEKP já mantêm relacionamento direto com a Klabin por também serem clientes de celulose de fibra longa e fluff, produtos de boa aceitação no mercado desde o início das operações da Unidade Puma.

“A Klabin conta com adequada estrutura comercial, logística e know-how na distribuição dos mais diversos produtos, e com esse passo firma-se como um fornecedor independente e competitivo também no mercado internacional de BEKP”, afirma a empresa.

Negócio de gigantes
Em um negócio de gigantes, a Suzano anunciou em março a aquisição de sua maior rival,a Fibria, líder global em celulose, criando uma empresa com capacidade de produção de 11 milhões de toneladas. Com isso, a Suzano assume o controle acionário da nova companhia, com 46,4%.
Pelo acordo, a união entre as duas empresas criou, na época, a quinta maior companhia em valor de mercado do Brasil, avaliada em R$ 84 bilhões (incluindo dívidas), atrás de Petrobrás, Ambev, Vale e Telefônica.