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10/02/2021

Com manejo sustentável, Suzano supera a marca de 1,3 mil espécies catalogadas em Mato Grosso do Sul

Número de espécies de plantas e animais silvestres identificados teve crescimento de 14%; número de avistamentos de animais silvestres por meio do programa De olho no bicho também cresceu

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos a partir do cultivo de eucalipto, encerrou o ano de 2020 com aumento de 14% no número de espécies catalogadas em suas florestas em Mato Grosso do Sul. Do início do Programa de Monitoramento da Biodiversidade, em 2007, até o fim do ano passado, foram registradas 1.376 espécies de plantas e animais silvestres em suas áreas florestais, o que corresponde a um aumento de 168 espécies em comparação a 2019, e evidencia as boas práticas adotadas pela empresa voltadas para o manejo sustentável e proteção da biodiversidade. Entre as espécies catalogadas pelo programa, estão 607 diferentes tipos de plantas e 769 espécies de animais silvestres, sendo 82 mamíferos, 395 aves – o que corresponde a 47% das espécies do Cerrado, conforme estimativa do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) -, 62 répteis, 53 peixes, 41 anfíbios e 136 artrópodes.

“O Programa de Monitoramento da Biodiversidade da Suzano fechou o ano de 2020 com motivos para comemorar. Dos sete grupos monitorados, quatro tiveram aumento no número de espécies catalogadas e três se mantiveram estáveis. Esses resultados vêm ao encontro dos nossos valores e reforçam o quanto as boas práticas de manejo florestal da Suzano têm favorecido a conservação da biodiversidade em Mato Grosso do Sul”, destaca Renato Cipriano Rocha, coordenador de Meio Ambiente Florestal da Suzano em Mato Grosso do Sul. Os grupos de plantas e artrópodes foram os que tiveram maior crescimento, 25,1% e 32%, respectivamente, em comparação ao levantamento anterior. No mesmo período, também aumentaram as espécies catalogadas de mamíferos, 3,7%, e aves, 3,13%.

Das espécies encontradas nas áreas da Suzano, 26 são consideradas em risco de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Já conforme os critérios do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) esse índice sobe para 33 espécies, sendo 19 mamíferos, 12 aves, um artrópode e uma espécie de peixe. São animais como o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), duas espécies de gatos-do-mato (Leopardus guttulus e Leopardus tigrinus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tapiti (Sylvilagus brasiliensis), ariranha (Pteronura brasiliensis), anta (Tapirus terrestres), onça-pintada (Panthera onca), onça-parda (Puma concolor) e o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), entre outros.

“O programa de monitoramento e preservação da biodiversidade teve início em 2007 em Mato Grosso do Sul. Desde então, o índice de animais catalogados tem crescido gradualmente, o que pode indicar o retorno e permanência desses animais na região. Vale ressaltar que, muitas dessas espécies, como o tamanduá-bandeira, a anta e a queixada (Tayassu pecari) – também ameaçada de extinção -, só se reproduzem em áreas preservadas”, completa Rocha.

A Suzano destina 135 mil hectares para conservação, o que corresponde a 30% da área total da empresa no Estado. A Lei determina a destinação de 20% da propriedade para a conservação. Além da restauração de áreas de preservação degradadas, ações como o plantio em mosaico, criação de corredores ecológicos em meio às florestas para a circulação de animais silvestres e ações de combate à incêndios florestais fazem parte do manejo sustentável da empresa.

Avistamentos

Também fazem parte das medidas de preservação ambiental, programas de conscientização e educação ambiental de colaboradores e da população. Entre eles, está o programa “De olho no bicho”, que, como forma de sensibilizar os funcionários, estimula o registro (fotográfico ou por vídeo) de animais silvestres nas áreas da empresa. A iniciativa resultou em 550 registros voluntários em fotos e vídeos no ano passado, 12,2% a mais em comparação ao último levantamento. Esse crescimento pode estar relacionado tanto ao aumento da participação dos funcionários na ação quanto ao de animais silvestres na região.

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