A história dos 34 anos da Suzano em Mucuri aos olhos de quem acompanha a empresa desde o início

Leda Maria e Jean Kerley trabalham na empresa desde a construção e participaram do legado de transformação deixado pela Suzano no Extremo Sul da Bahia

3/26/26
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A história dos 34 anos da Suzano em Mucuri aos olhos de quem acompanha a empresa desde o início

A Suzano, uma das maiores empregadoras do Extremo Sul Baiano, completou 34 anos de atividades em Mucuri (BA). Colaboradores que acompanham a empresa desde o início representam experiência acumulada e compromisso ao longo dos anos. Eles são testemunhas da evolução da cultura, dos processos e das mudanças de mercado, servindo como pilares de memória institucional. Neste mês de março, em que a empresa faz mais um ano de presença na Bahia, completados em 13 de março, a companhia celebra o conhecimento prático acumulado por quem vivenciou todas as fases da empresa na região.

Representando os chamados "funcionários raiz", a carioca Leda Maria, de 69 anos, desembarcou na Bahia no início dos anos 90. Ela iniciou sua trajetória na Suzano antes mesmo de a planta industrial de Mucuri ser inaugurada. "Coloquei o pé na lama, encarei estrada de terra e acompanhei as obras da unidade desde o início", ressalta a colaboradora, que sempre atuou como assistente executiva, apoiando a alta direção. Ao longo desse período, ela já lidou com 13 diretores industriais diferentes e cinco presidentes/CEOs.

"Em junho deste ano completarei 36 anos na companhia. Foi um grande desafio mudar de cidade e estado, porque mudanças geram insegurança, medo, e passei por isso algumas vezes ao longo do tempo. Meus primeiros dias foram difíceis, pois como a fábrica ainda estava em obras, era um ambiente predominantemente masculino. Quando entrei, toda a estrutura administrativa estava sendo construída, mas o ambiente de trabalho era ótimo. Por ser algo novo, todos se ajudavam com prazer genuíno", lembra Leda.

A história acompanhada por ela passa pela então Bahia Sul Celulose, uma associação entre a Suzano e a então Companhia Vale do Rio Doce. A planta industrial teve a primeira produção de celulose em março de 1992 e, um ano depois, em 1993, a primeira produção de papel. Nas décadas que se seguiram, a unidade cresceu, atingiu marcas históricas de produção, conquistou certificações e prêmios de excelência ambiental. Foram muitas transformações até chegar à Suzano atual.

Apesar das grandes mudanças e evolução tecnológica ao longo dos anos, Leda considera o período "analógico" como o mais marcante e nostálgico de sua vida profissional. "São tempos completamente diferentes, era tudo muito manual. Quando comecei, ainda usávamos máquina de escrever e escrevíamos muito à mão, não tínhamos celular, era tudo no telefone fixo. Hoje, estamos na era digital, o que facilita muito o nosso dia a dia e também traz novos desafios, como a complexidade dos dados", ressalta ela.

Na vida pessoal, Leda destaca o nascimento do filho, um baiano legítimo nascido em Mucuri, e ressalta a proximidade com a tão sonhada aposentadoria. "Creio que meu futuro aqui na Suzano não seja muito longo. Estou passando da época de me aposentar e usufruir de tudo que conquistei. Imagino que a Suzano vai continuar crescendo cada vez mais, para continuar conquistando espaço no mercado", completa ela.

Veterano destaca evolução sustentável

Há mais de 36 anos na Suzano, Jean Kerley, de 56 anos, atual Gerente do Pátio de Madeira, é mais um profissional dentre a "Velha Guarda" ainda em atuação na Unidade de Mucuri. O veterano acompanhou todas as mudanças da empresa ao longo do tempo e destaca a evolução da indústria de Papel e Celulose para processos mais sustentáveis e eficientes.

"Um grande avanço foi a transição da celulose convencional para a Celulose ECF (Elemental Chlorine Free - Livre de Cloro Elementar), que substituiu reagentes tóxicos por alternativas mais limpas. Outra evolução foi a entrada do estágio EOP (Extração Alcalina reforçada com Oxigênio e Peróxido de Hidrogênio), um procedimento mais sustentável no processo de branqueamento da polpa de celulose. Além de várias outras transformações que presenciei na indústria, incrementando a produção e melhorando a nossa tecnologia", conta.

Quanto ao momento mais marcante vivido por ele, Jean cita o incremento do volume de produção da fábrica de Mucuri, entre os anos de 2003 e 2004, e a inclusão do chamado DHot (conhecido também como "Dual D" ou estágio duplo de Dióxido de Cloro) no processo produtivo, uma etapa do branqueamento da polpa de celulose considerada ambientalmente mais adequada. "Isso fez com que a gente melhorasse muito nosso custo de produção, aumentasse a capacidade de produção, melhorando a qualidade dos efluentes, reduzindo drasticamente o consumo específico. Foi um marco que ficou na história para a gente", lembra.

Jean adere o longo tempo de casa à cultura de inovação da companhia. "A Suzano está sempre inovando e nos provocando a querer mais, aprender e contribuir mais. Esse espírito permanece vivo, mantendo a empresa sempre em transformação e nos motivando a continuar", diz. Para os novos profissionais da indústria, o conselho dele é a dedicação. "Se dedique, se doe, aprendam, evoluam, porque a Suzano é uma escola que dá espaço para todos, sem distinção", afirma.

A presença da Suzano em Mucuri

Celebrando 34 anos de presença na Bahia, a Suzano mantém em Mucuri uma das plantas industriais mais completas do setor em âmbito global, com capacidade para fornecer mais de 1,7 milhão de toneladas de celulose, 250 mil toneladas de papel e 60 mil toneladas de tissue por ano. Foi a primeira unidade de bens de consumo da Suzano, tem a maior máquina de papel da América Latina e abastece os mercados do Norte e Nordeste do Brasil, inclusive Mucuri e municípios da região.

A unidade produz diversas marcas da Suzano e contribui com a geração de 7.500 empregos diretos, entre colaboradores próprios e terceiros vinculados à operação, alcançando mais de 37 mil pessoas por meio do efeito renda. A Suzano também impulsiona o desenvolvimento social na Bahia destinando recursos significativos para o apoio a projetos sociais, que já beneficiaram em torno de 50 mil pessoas.

O Diretor Industrial da Unidade Mucuri, Eduardo Andrade, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento socioeconômico da região. "Ao longo de mais de três décadas, a Suzano desenvolveu uma relação de parceria com as pessoas naturais do Extremo Sul da Bahia ou que adotaram a região como lar, contribuindo para a evolução cultural e econômica local. Temos orgulho do papel que a baianidade exerce na formação da identidade da empresa e vamos continuar construindo essa história de sucesso, buscando a constante evolução em nossos processos produtivos e na valorização daqueles que estão ao nosso redor", completa o diretor industrial.

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