
O fortalecimento do associativismo é uma das frentes de atuação social da Suzano - maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de produtos sustentáveis a partir do cultivo do eucalipto. Por meio de parcerias com associações comunitárias e de produtores rurais, a empresa apoia iniciativas voltadas à organização coletiva, geração de renda, melhoria da infraestrutura e ampliação das oportunidades para famílias do campo no Norte do Espírito Santo.
O associativismo é baseado na união de pessoas que compartilham objetivos comuns, permitindo que desafios sejam enfrentados de forma coletiva e ampliando a capacidade de acesso a projetos, políticas públicas e oportunidades de desenvolvimento. Nesse contexto, a Suzano atua em parceria com as comunidades para estimular a organização dos pequenos produtores rurais e contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar.
Entre as iniciativas desenvolvidas estão o acompanhamento técnico aos agricultores familiares, a assessoria para elaboração e captação de projetos, participação em editais e políticas públicas e o apoio a investimentos estruturantes. A empresa também já destinou recursos para a construção de sedes e espaços comunitários, além da doação de máquinas e ferramentas. Outra frente de atuação é a cessão, em regime de comodato, de áreas para a produção agrícola de famílias associadas, ampliando o acesso à terra para o cultivo.
Para Gabriela Nico, analista de Relacionamento Social da Suzano no Norte Capixaba, o diálogo permanente com as comunidades é fundamental para a construção de parcerias. "A Suzano é uma aliada das comunidades e parceira em projetos que fomentam o desenvolvimento e qualidade de vida, por isso mantemos um diálogo contínuo com os moradores nos locais em que atuamos", afirma.
Apoio às comunidades quilombolas
No Sapê do Norte, região que abrange áreas rurais dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, a Suzano apoia associações de pequenos produtores quilombolas na elaboração e captação de projetos para a construção e modernização de farinheiras.
As estruturas são utilizadas na produção de farinha e beiju de mandioca, atividades tradicionais que contribuem para a geração de renda das famílias. O apoio também busca ampliar as possibilidades de comercialização, inclusive em feiras e no comércio local, além de adequar os espaços às normas sanitárias e possibilitar a participação das associações em políticas públicas de aquisição de alimentos.
Um dos exemplos está na comunidade de Córrego do Macuco, em Conceição da Barra. A antiga farinheira da associação local foi reformada, ampliada e modernizada, passando a contar com equipamentos como forno elétrico, extratora mecânica de fécula e peneira elétrica. A nova estrutura entrou em funcionamento em 2024 e beneficia 14 famílias que mantêm a tradição de produzir derivados de mandioca há várias gerações.
Segundo o presidente da associação, Mauro Rodrigues do Nascimento, a mecanização tornou o processo mais rápido e aumentou a produtividade. "As condições de trabalho hoje melhoraram muito. Além disso, com as máquinas, nós conseguimos produzir muito mais em menos tempo", destaca.
Diversificação da produção e geração de renda
O apoio ao associativismo também contribui para a diversificação das atividades agrícolas. Na comunidade de Córrego do Alexandre, em Conceição da Barra, a Associação local recebeu apoio da Suzano para implantação do projeto Quilombo do Café.
Há cerca de três anos, a comunidade recebeu 3 mil mudas de café, além de insumos e equipamentos. As colheitas já vêm gerando renda para as famílias participantes. Parte da receita é destinada à compra de insumos e à manutenção da lavoura, enquanto o excedente é dividido entre os seis produtores envolvidos.
Para a produtora Daiane dos Santos, a diversificação representa uma oportunidade de ampliar as fontes de renda das famílias. "A expectativa é aumentar a produção nas próximas safras, mantendo o café como uma complementação de renda", afirma ela.
Infraestrutura para fortalecer as comunidades
Além do apoio direto à produção, as iniciativas também contemplam investimentos em infraestrutura. Na comunidade de Córrego Santa Rita, na zona rural de São Mateus, a Suzano destinou recursos para a construção do Centro de Agricultura da comunidade. O galpão, com 132 metros quadrados, é destinado à instalação de secadores de pimenta-do-reino e café, além de outros equipamentos utilizados pelos produtores locais.
A estrutura beneficia 13 comunidades rurais do entorno, onde vivem cerca de 5 mil pessoas. "Há mais de 50 anos nós buscávamos recursos para o nosso Centro de Agricultura, até que solicitamos uma visita da equipe social da Suzano, e fizemos o requerimento formal do recurso, e em cerca de 2 meses tivemos a verba liberada", afirma o presidente da associação, Josiel Vinhati Ferreira.
Já na comunidade de Santa Luzia do Rio Preto, também em São Mateus, a parceria contribuiu para a construção do Centro Comunitário, um antigo sonho dos moradores. Com mais de 80 metros quadrados, o espaço possui duas salas e dois banheiros e é utilizado para reuniões e eventos, atendimentos médicos, cursos de qualificação, atividades educacionais e outros serviços públicos.
A presidente da associação de moradores, Aurélia da Costa da Silva, conta que a busca por recursos para a construção começou em 2016. "Esse imóvel é fruto de muito sonho. Depois de algumas conversas, conseguimos apoio de um grupo de empresários da cidade, que se sensibilizaram com a nossa luta, e por meio de visitas técnicas da Suzano na comunidade, também conseguimos a parceria da empresa nessa obra tão importante", lembra.
Centro Comunitário de Santa Luzia. Foto: Divulgação
"Por meio dessas iniciativas, a Suzano busca contribuir para que as associações ampliem sua capacidade de organização, gestão e representação, fortalecendo a atuação coletiva e criando condições para que as próprias comunidades sejam protagonistas de seu desenvolvimento. A atuação conjunta com associações comunitárias e agrícolas reforça o nosso compromisso com a geração de oportunidades, a redução das desigualdades e a construção de relações de longo prazo com as comunidades onde atuamos", completa Gabriela Nico, analista de Relacionamento Social da Suzano.