Centro de Tecnologia da Suzano em Aracruz amplia capacidade de pesquisa com novo Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV)

Local reúne 112 tipos de análises e gerou 588 mil resultados em 2025; novo equipamento permite observar estruturas em escala de até 1 milhão de vezes

10/8/26
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Centro de Tecnologia da Suzano em Aracruz amplia capacidade de pesquisa com novo Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV)

Em Aracruz, o Centro de Tecnologia da Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, passou por uma reestruturação de seu ambiente e incorporou novos recursos para as atividades de pesquisa e desenvolvimento da companhia. Entre as novidades está um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) com detector EDS, equipamento que permite ampliar imagens de 2 até 1 milhão de vezes e analisar, em alta resolução, características de diferentes amostras. O CT aracruzense da Suzano é reconhecido mundialmente como referência em pesquisa em celulose.

Com mais de 40 anos de atuação, o Centro de Tecnologia de Aracruz é dedicado principalmente ao desenvolvimento de celulose e reproduz, em escala laboratorial, diferentes etapas do processo produtivo. A estrutura permite pesquisar desde a madeira que chega em toras até processos de cozimento e branqueamento, além do desenvolvimento de fibras destinadas a diferentes aplicações em papéis. Na prática, o trabalho contribui para ampliar a competitividade, a eficiência e a produtividade dos processos, a partir de estudos que permitem compreender matérias-primas, testar alternativas e otimizar operações.

O novo MEV amplia essa capacidade de investigação ao permitir a observação detalhada da superfície e da estrutura das fibras. Com ele, os pesquisadores conseguem analisar, por exemplo, modificações na estrutura fibrosa, aderência de aditivos, fibrilações e o entrelaçamento das fibras, que são características que não podem ser observadas a olho nu. O equipamento também conta com o detector EDS, capaz de identificar elementos químicos e realizar análises de composição química semiquantitativa.

O microscópio passa a integrar uma estrutura que reúne diferentes equipamentos de alta tecnologia. Nos laboratórios de cozimento e branqueamento, são realizados estudos de cinética de reação e desenvolvimento de novas sequências químicas. Já os laboratórios de análises químicas e instrumental contam com tecnologias como ICP e cromatografia, enquanto as áreas de preparo da massa celulósica e de avaliação de papel dispõem de equipamentos para moagem, formação de folhas e testes ópticos, físicos e mecânicos.

“O Centro de Tecnologia de Aracruz atua há mais de 40 anos no aumento da competitividade da Suzano e na geração de novos produtos para o portfólio da companhia”, afirma Agliberto Casagrande Zanellato, coordenador de P&D da Suzano.

O CT aracruzense da Suzano reúne 112 tipos de análises.

Toda essa estrutura está organizada em quatro células laboratoriais e reúne profissionais com formação técnica e de engenharia. Em 2025, foram realizados 588 mil resultados a partir de 112 tipos diferentes de análises. Os estudos abrangem características químicas, físicas e anatômicas da madeira e da celulose e também apoiam o desenvolvimento de fibras para segmentos como tissue, embalagens e impressão. Esse conhecimento contribui para a geração de valor ao negócio, ao mesmo tempo em que permite avaliar alternativas com foco em eficiência e no uso responsável dos recursos, em linha com a disciplina de capital da companhia.

O CT também atua em conjunto com outras áreas da Suzano, incluindo a parceria com a FuturaGene, na caracterização de materiais genéticos e na compreensão de suas características físico-químicas e anatômicas. A partir dessas análises, os pesquisadores identificam as melhores rotas de processamento para obtenção da qualidade desejada da celulose. “Nossa especialidade em Aracruz é o desenvolvimento da celulose. Ao centralizarmos essas especializações, desenvolvemos pessoas, ganhamos força e produtividade e criamos um centro de excelência em celulose”, destaca Agliberto.

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