
Uma iniciativa desenvolvida na área de silvicultura da Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto, vem contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos hídricos nas operações florestais da companhia. No Maranhão, a empresa implementou uma tecnologia de irrigação que utiliza lodo primário - resíduo orgânico gerado no processo de produção da celulose, para aumentar a retenção de umidade no solo e reduzir o consumo de água durante a irrigação dos plantios de eucalipto.
No dia 22 de março, quando é celebrado o Dia Mundial da Água, a Suzano reforça, por meio de ações como essa, seu compromisso com estratégias voltadas à conservação deste recurso essencial para o planeta. A prática contribui ainda para o compromisso de longo prazo da companhia que visa reduzir em 70% os resíduos industriais destinados a aterros até 2030. Além disso, a iniciativa fortalece a estratégia de economia circular, ao dar novo uso a um subproduto do processo industrial.
Inovação sustentável e biodegradável
O lodo primário é um material formado por resíduos fibrosos gerados nas etapas iniciais do tratamento de efluentes industriais. Após passar por tratamento, ele adquire uma consistência semelhante a um gel e é aplicado no solo, formando uma camada orgânica que ajuda a reduzir a evaporação da água, aumentando a retenção de umidade e diminuindo a frequência e o volume de irrigação necessários para o desenvolvimento das plantas.
A estrutura do lodo permite maior armazenagem de água entre as irrigações, diminuindo o estresse hídrico nas plantas. Entre os resultados observados nas áreas de teste, está uma economia estimada de cerca de 60 mil litros de água por ano no processo de irrigação.
“Esse resíduo orgânico passou a ser estudado e pesquisado e, neste processo, foi identificada a oportunidade de evitar o seu descarte por meio da sua utilização nas etapas de irrigação em nosso plantio, uma vez que o lodo ajuda na retenção da umidade para a muda de eucalipto, especialmente nos períodos em que as temperaturas são elevadas.”, explica Marina Valin, gerente de silvicultura da Suzano.
Atualmente, a tecnologia é aplicada em uma área operacional de aproximadamente 12 mil hectares por ano, com consumo anual de cerca de 1,7 mil toneladas de lodo primário.
Benefícios para as comunidades
Além dos ganhos ambientais, o material também gera benefícios para o território. Por possuir efeito aglutinante, ele contribui para a redução da poeira nas estradas rurais, um ganho importante para as comunidades próximas. A região abriga comunidades extrativistas de babaçu, e a aplicação do material nas vias rurais ajuda a melhorar as condições de circulação, reduzindo a poeira e proporcionando mais qualidade de vida para quem vive e transita nessas áreas.
Reconhecido pelo potencial de inovação, o projeto recebeu o Prêmio ABTCP 2022, na categoria Inovação e Sustentabilidade, uma das principais premiações do setor de base florestal no Brasil.
“Destinamos os resíduos gerados em nossas operações com responsabilidade, sempre respeitando todas as exigências legais. Nosso objetivo é ampliar a circularidade desses materiais, permitindo que possam ser utilizados em outras cadeias produtivas. Seguimos buscando soluções de destinação e continuaremos investindo no desenvolvimento de alternativas cada vez mais sustentáveis.”, finaliza Marina.