
À primeira vista, os simuladores utilizados pela Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, podem lembrar um videogame moderno, mas, em vez de personagens e cenários virtuais, os equipamentos reproduzem situações reais da operação de máquinas de colheita florestal. Com joystick, pedais e comandos de direção, eles permitem que profissionais em formação desenvolvam habilidades antes de assumir a operação em campo.
A tecnologia, considerada uma das mais avançadas para a qualificação de mão de obra florestal, recria na tela o ambiente de trabalho e possibilita que o operador pratique diferentes comandos em condições controladas e seguras. Durante o treinamento, o sistema registra equívocos e acertos e gera relatórios detalhados de desempenho, que orientam instrutores e participantes na identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria.
O uso dos simuladores faz parte da estratégia da Suzano para unir tecnologia, segurança e desenvolvimento de pessoas. Além de preparar novos operadores, os equipamentos também são utilizados no campo para reforçar técnicas, corrigir eventuais falhas e acelerar a curva de aprendizado com ainda mais eficiência. “O investimento em simuladores integra uma estratégia de qualificação profissional que combina tecnologia, segurança e desenvolvimento de pessoas. A ferramenta permite que os operadores pratiquem, recebam orientações e aprimorem seus movimentos em um ambiente controlado, antes de enfrentar as condições reais da colheita florestal.
O que à primeira vista lembra um videogame, na verdade cumpre uma função essencial: preparar profissionais para operar máquinas de alta tecnologia, com precisão e segurança, em uma das etapas mais importantes da cadeia florestal”, diz Rafael Marçal, Gerente de Gente e Gestão na Suzano.
Os simuladores oferecem ainda dados que permitem acompanhar a evolução dos operadores. Ao reproduzir diferentes condições de operação e registrar o desempenho, a tecnologia funciona como uma ponte entre o conhecimento teórico e a prática, tornando o aprendizado mais seguro e eficaz.
A operadora de máquinas florestais Thamires Batista de Campos, de 28 anos, atua na profissão há quatro anos e, reforça a importância da utilização do simulador. “O simulador de colheita florestal desempenhou um papel fundamental no início da minha carreira, proporcionando conhecimento sobre o equipamento e suas formas de operação, além de oferecer prática inicial em um ambiente controlado. Considerando que se trata de um maquinário de grande porte, o uso do simulador garante maior segurança ao permitir que o trabalhador desenvolva sensibilidade aos comandos e adquira confiança antes de atuar diretamente no campo”, disse a operadora.
Oportunidades
Com a crescente digitalização das operações florestais, a profissão de operador de máquinas se consolida como uma oportunidade para quem busca uma carreira ligada à tecnologia, à sustentabilidade e à operação de equipamentos de última geração, mostrando que a floresta também é um ambiente de inovação.
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