
No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado em 17 de outubro, a Suzano reforça seu compromisso de contribuir para a redução das desigualdades sociais por meio da geração de renda e da inclusão produtiva nos territórios onde atua. A companhia tem como meta contribuir para que 200 mil pessoas superem a linha da pobreza até 2030 no Brasil.
Entre 2020 e 2025, as iniciativas apoiadas pela Suzano contribuíram para que mais de 140 mil pessoas superassem a condição de pobreza. O resultado representa 71% da meta estabelecida para 2030. No último ano, a companhia destinou aproximadamente R$ 20 milhões de recursos próprios para iniciativas relacionadas à redução da pobreza e mobilizou outros R$ 60 milhões em coinvestimentos de parceiros, como bancos de desenvolvimento, agências de cooperação internacional, governos, organizações do Sistema S (Sesi e Senai) e investidores sociais privados.
As receitas geradas por empreendedores, produtores rurais, recicladores, extrativistas e trabalhadores envolvidos nas atividades apoiadas superaram R$ 163 milhões em 2025. A atuação também busca alcançar públicos historicamente mais vulneráveis, como mulheres e pessoas negras.
"Para a Suzano, o enfrentamento à pobreza passa pela criação de condições para que as pessoas ampliem sua autonomia financeira e tenham acesso a oportunidades capazes de gerar renda de forma sustentável. Por isso, a companhia atua em parceria com organizações da sociedade civil, governos e empresas, direcionando recursos para iniciativas alinhadas às características de cada território", destaca Paulo Rocha, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.
Iniciativas fortalecem geração de renda na Bahia
Na Bahia, a Suzano apoia projetos que atuam em diferentes frentes de inclusão produtiva, entre elas reciclagem, empreendedorismo e agricultura familiar. As iniciativas buscam responder às características e necessidades de cada território.
Um dos exemplos é o Projeto Reciclagem Inclusiva, desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), por meio do programa Mãos Pro Futuro. A iniciativa fortalece organizações de catadores de materiais recicláveis, com ações voltadas à melhoria da produtividade, ampliação das receitas, qualificação da gestão e investimentos em equipamentos.
Em Salvador, o projeto atua junto a três organizações: COOPERBARI, CRUN e COOCREJA, beneficiando diretamente 57 catadores e alcançando 151 pessoas, considerando seus núcleos familiares. O investimento da Suzano na iniciativa na Bahia é de R$ 321,6 mil.
"Na Bahia, a Suzano investiu em vários equipamentos, como prensas e trituradores de papel, que as cooperativas precisavam para aumentar consideravelmente a produção e consequentemente a renda dos trabalhadores. Além disso, a ABIHPEC mantém o acompanhamento e suporte aos catadores", explica Paulo Rocha.
Em âmbito nacional, o projeto contempla 23 organizações de catadores, distribuídas por 16 municípios de sete estados brasileiros. Segundo dados de setembro de 2026, são 2.133 beneficiários diretos e indiretos. Em 2025, 261 pessoas participantes da iniciativa superaram a condição de pobreza. No projeto, a Suzano investiu R$ 2,98 milhões.
Outra frente de atuação é o Empreendendo o Futuro 2, desenvolvido pela Aliança Empreendedora. Com atuação também em Salvador, o projeto beneficia 931 pessoas direta e indiretamente e utiliza o empreendedorismo como ferramenta de inclusão produtiva para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A iniciativa oferece capacitação empreendedora, mentorias individuais, acesso a capital semente e conexão com o mercado. O acompanhamento da evolução da renda dos participantes é realizado por meio de indicadores integrados ao Cadastro Único (CadÚnico), permitindo avaliar a efetividade das ações na superação da linha da pobreza. O projeto tem duração prevista até agosto de 2027.
Agricultura familiar e cacau sustentável
No Extremo Sul da Bahia, a geração de renda também está associada ao fortalecimento da agricultura familiar. Uma das iniciativas apoiadas pela Suzano é o Cacau + Sustentável, liderado pelo Instituto Arapyaú e parceiros, que busca promover a inclusão socioprodutiva e a sustentabilidade na cadeia do cacau.
O projeto pretende beneficiar 360 agricultores familiares produtores de cacau em situação de pobreza, alcançando aproximadamente 1.080 pessoas entre produtores e seus familiares. A iniciativa abrange municípios do Extremo Sul da Bahia e combina assistência técnica, práticas sustentáveis de produção, conservação da Mata Atlântica e acesso a crédito.
Entre janeiro e julho de 2026, foram aprovadas e liberadas 19 operações de crédito para agricultores dos municípios de Alcobaça, Itamaraju, Nova Viçosa, Prado e Teixeira de Freitas, totalizando R$ 467,5 mil. Outras três propostas estavam em avaliação até julho.
A iniciativa também contribui para ampliar o acesso dos agricultores às políticas públicas. Em parceria com a Tabôa, foram emitidos 32 novos Cadastros Nacionais da Agricultura Familiar (CAFs) no período, totalizando 85 documentos. O cadastro facilita o acesso a políticas e programas como o Pronaf, PNAE e PAA, além de contribuir para a organização da documentação necessária para futuras operações de crédito.