
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, renovou sua parceria com a UNICAFES (União Nacional das Cooperativas de Agricultores) para o fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável junto a 9 cooperativas que atuam em mais de 40 municípios do Maranhão, Pará e Tocantins. O projeto, que agora também conta com o apoio da Caixa Econômica Federal, integra ações de inclusão produtiva, fortalecimento do modelo cooperativo e ampliação do acesso a mercados institucionais e privados para a agricultura familiar, gerando impacto social duradouro, promovendo autonomia econômica para agricultores familiares e comunidades extrativistas.
O projeto ainda conta com uma articulação junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, dentro do programa Rotas da Integração Nacional. O órgão organizou na última semana o primeiro planejamento participativo para a implementação do Polo do Coco Babaçu e outras culturas na região.
A abertura oficial das atividades aconteceu este mês de agosto, no Palácio do Comércio e Indústria de Imperatriz, com um encontro que reuniu cooperativas, extrativistas, agricultores e representantes de instituições parceiras para um importante debate sobre a inserção do coco babaçu na cadeia de biocombustíveis e no programa do selo social do biodiesel.
A programação de lançamento seguiu em Coquelândia, com oficinas de planejamento que trataram coletivamente de temas pertinentes à implementação da iniciativa, como definição da área de abrangência do polo e do comitê de gestão, além da construção da carteira de projetos. O evento teve seu encerramento com uma visita técnica às unidades de processamento de coco babaçu, com roteiro até o município de Ciriaco (MA).
Estratégias para transformar
A iniciativa deve contemplar 36 meses de ações que vão trabalhar pilares essenciais para o desenvolvimento e a transformação da agricultura familiar, como estratégias de comercialização, que tem como meta conectar agricultores familiares a mercados locais, diversificando os canais de vendas das cooperativas.
Ainda, o projeto deve investir no desenvolvimento produtivo, oferecendo atividades de campo com ênfase em boas práticas, equidade de gênero e ferramentas de gestão territorial. Já no eixo da inclusão social, o objetivo é ampliar a participação de mulheres e jovens, além de fortalecer o protagonismo cooperativista e sua identidade na região. A programação também prevê um trabalho estratégico durante os meses de atuação, voltado para a capacitação e fortalecimento da gestão e da governança das cooperativas locais, desenvolvendo lideranças capazes de gerir negócios com eficiência e transparência.
Para Paulo Rocha, coordenador de sustentabilidade da Suzano, a iniciativa fortalece a estratégia de impacto positivo e desenvolvimento comunitário nos territórios de atuação da companhia. “O fortalecimento da cadeia extrativista vai muito além da conservação ambiental: é um pilar fundamental para a geração de renda, autonomia e emancipação das comunidades regionais. Na Suzano, acreditamos que o desenvolvimento sustentável só é bem sucedido quando caminha lado a lado com a inclusão social e o apoio direto ao cooperativismo. Parcerias como esta reafirmam o nosso compromisso de impulsionar transformações socioambientais duradouras nas regiões onde a companhia possui atuação”, reforça.
Unindo políticas públicas, investimento privado e capital cooperativo, ao todo serão investidos cerca de R$7 milhões de reais na iniciativa, que irá contemplar sete cooperativas nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão, com a previsão de que 1.200 agricultores familiares sejam beneficiados diretamente e outras 3.600 pessoas sejam beneficiadas indiretamente com as ações. A expectativa é de que, ao final do projeto, cerca de 2.340 pessoas deixem a linha da pobreza por meio de geração de renda sustentável. Com a criação do Polo e apoio do Ministério, a perspectiva é que mais recursos possam ser atraídos no futuro.
Oportunidade estratégica
Para Fátima Torres, presidente da UNICAFES Brasil, a parceria representa uma oportunidade estratégica para fortalecer as cooperativas e transformar o potencial produtivo e extrativista dos territórios em novas oportunidades para as quebradeiras de coco babaçu, agricultoras familiares, jovens e mulheres.
“Esta parceria demonstra que, quando cooperativas, empresas, governo e instituições constroem soluções de forma integrada, conseguimos transformar o potencial produtivo e extrativista dos territórios em oportunidades concretas para as quebradeiras de coco babaçu, as agricultoras familiares, os jovens e as mulheres. O fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo significa ampliar a geração de renda, o acesso a mercados, a autonomia e a valorização dos saberes, da cultura e da identidade dessas comunidades. A UNICAFES Brasil está comprometida em contribuir com esse processo, fortalecendo as cooperativas e criando caminhos para que essas famílias possam produzir, comercializar e gerar renda de forma sustentável em seus próprios territórios”, destaca Fátima Torres.
Para Mauriana Sobrinho, representante da COOPEAFE (Cooperativa dos Extrativistas e Agricultores Familiares da Estrada do Arroz), uma das cooperativas beneficiadas com a iniciativa, essa ação significa mais segurança e garantias político-sociais e econômicas, além do reconhecimento do trabalho desenvolvido na região. “Compartilhamos o desejo de continuar sendo o que somos de fato e de garantir direitos de acessarmos a terra para cultivar nossos alimentos com segurança e qualidade, além de manifestarmos com orgulho nossa cultura através da celebração das colheitas e do trabalho coletivo. Vamos colaborar e participar, sempre que possível, de iniciativas como essa, que acrescentam na manutenção do nosso modo de vida”, explica.