Como combater o aquecimento global

A crise climática já está afetando as nossas vidas. Entenda como empresas, governos e pessoas podem agir para combater esse problema

Como combater o aquecimento global

A crise climática já está afetando as nossas vidas. Entenda como empresas, governos e pessoas podem agir para combater esse problema

Publicado por
Jennifer Thomas
April 16, 2026
5
min de leitura

A emergência climática causada pelo aquecimento global já está afetando o dia a dia de todos nós e é percebida ao enfrentarmos eventos climáticos intensos, como tempestades, furacões, altas temperaturas e estiagens severas. O problema é grave e, de acordo com dados do Sexto Relatório de Avaliação (AR6) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), entre 3,3 e 3,6 bilhões de pessoas no mundo vivem em contextos altamente vulneráveis às mudanças climáticas.  

Encontrar soluções para esse problema é algo complexo, que demanda a ação de diferentes atores sociais, como governos, empresas e cidadãos. É preciso agir com urgência antes que as consequências sejam mais graves. A seguir, explicamos o que governos, empresas e pessoas podem fazer para combater a emergência climática.  

Neste texto, apresentaremos causas, soluções e ações práticas de como combater o aquecimento global em diferentes níveis da sociedade.

O que é aquecimento global? 

O aquecimento global é o fenômeno do aumento da temperatura média da Terra devido a ações humanas, representadas pela maior emissão de gases de efeito estufa. O problema acontece principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral, gás natural e petróleo. Ao longo de décadas, a queima desses combustíveis liberou gases poluentes na atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2) que é o principal responsável pelo aquecimento global. Saiba mais aqui.

O que as pessoas podem fazer para reduzir o aquecimento global?  

Ações individuais são parte essencial para a prevenção de mudanças climáticas e para a diminuição do aquecimento global. Nossas escolhas diárias podem influenciar o coletivo, gerando uma transformação positiva na sociedade. Conheça a seguir algumas ações simples que ajudam a combater o aquecimento global.

Consumir de maneira consciente

Uma forma de agir é consumir produtos de empresas que se preocupem com a sustentabilidade e, também, comprar de produtores e empreendedores locais – o que faz com que o ciclo da produção até o consumo seja mais curto e permite que o dinheiro circule dentro da sua comunidade. Além disso, vale dar preferência a materiais feitos com matérias-primas renováveis em vez de utilizar itens de origem fóssil, como os feitos com plástico e outros derivados do petróleo.

Pensar sobre o modo como você se locomove também é fundamental. Opções coletivas, como ônibus e metrô, são mais sustentáveis do que o carro. A bicicleta – que não emite poluentes – é uma ótima alternativa para trajetos curtos.  

Mudar hábitos

Outra atitude interessante é mudar hábitos na alimentação. Substituir a proteína animal por proteínas vegetais em alguns dias da semana é suficiente para, com a adesão de milhares de pessoas, reduzir a demanda por alimentos produzidos em pastagens.

Multiplicar conhecimento

Voce sempre pode consumir e disseminar informações sobre a crise climática e a importância de adotar atitudes mais sustentáveis com seus amigos e familiares. Quanto mais pessoas engajadas no tema, melhor para o planeta.  

Reduzir a geração de resíduos

O gás metano que surge durante a decomposição do lixo nos aterros sanitários é um dos grandes causadores do aquecimento global. Por isso, diminuir a geração de resíduos dentro de casa é uma ação importante. Comprar de maneira consciente, reaproveitar materiais e evitar desperdiçar alimentos são maneiras simples de reduzir a quantidade de resíduo que geramos.

Diminuir a emissão de gases do efeito estufa

Uma maneira simples de fazer isso é diminuir o uso de transportes que utilizem gasolina e gás, como os carros. Preferir transportes coletivos, como trens e metros, e soluções ambientalmente amigáveis, como bicicletas e caminhadas, fazem a diferença. Para os momentos em que não é possível evitar meios de transporte que utilizam combustíveis fósseis, a alternativa é buscar opções mais coletivas, como ônibus e caronas.

Ciclista parado na faixa de pedestres de uma cidade
Usar bicicleta é uma boa atitude individual para ajudar no combate ao aquecimento global | Foto: Unsplash

Promover a reciclagem

A reciclagem tem um papel importante na diminuição do aquecimento global porque  economiza recursos da natureza, como água e petróleo, e consequentemente reduz a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global. Por isso, separar corretamente o lixo e enviá-lo para a coleta seletiva é uma atitude que muda o jogo.

Qual o papel das empresas no combate ao aquecimento global?

As empresas podem contribuir diretamente para soluções para o aquecimento global por meio, por exemplo, de adoção das melhores práticas de gestão ambiental, de inovação nos processos produtivos e de busca contínua pela redução de impactos. O alinhamento às práticas ESG e a adoção da economia circular também são relevantes para as companhias.

Cumprimento de normas

O setor privado deve sempre se mobilizar para, no mínimo, exercer suas atividades produtivas dentro dos parâmetros estabelecidos pelo setor público. "Com o perfil de emissões mapeado, é essencial ter o plano de mitigação e de adaptação climáticos, e políticas públicas dão o respaldo legal para alcançar as metas internas ou aquelas definidas em acordos internacionais", explica Gabriel, da Imaflora.  

Modificar processos produtivos e logísticos

O setor privado também deve se ver como parte da solução para transformar as cadeias econômicas de forma que estejam alinhadas com a diminuição e a remoção das emissões.

O que governos devem fazer para reduzir o aquecimento global?  

Os governos são fundamentais para o combate e a prevenção das mudanças climáticas e para a construção de soluções para o aquecimento global. Eles atuam como órgãos reguladores e o poder de conectar políticas públicas à diferentes esferas da sociedade, como a iniciativa privada.

Regulamentação

Os governos têm um papel crucial para regulamentar normas, desenvolver ações e criar metas climáticas adotadas não apenas pelas instituições públicas, mas também pela iniciativa privada. É papel do Estado, também, fiscalizar – inclusive com a imposição de sanções, como multas e taxas – o cumprimento das normas ambientais.  

Embasamento científico

Para que a regulamentação seja eficiente, é necessário se embasar em informações científicas, essenciais para fornecer dados que mostrem com clareza o estado atual das emissões em cada país. A partir daí, governos podem desenvolver ações coordenadas e capilarizadas entre estados e municípios para atingir as metas necessárias.  

Incentivos para a economia de baixo carbono

Além disso, os governos são importantes para implementar políticas que incentivem a transição para a economia de baixo carbono, investimentos em energias renováveis, precificação de carbono e a redução de emissões nas empresas. "O setor privado deveria adotar práticas sustentáveis, investir em tecnologias limpas e em projetos de créditos de carbono", diz Janaína Dallan, presidente da Aliança Brasil NBS. E sempre é possível que as empresas adotem ações para além das normas, ampliando sua atuação na redução da crise climática.

Quais são as principais causas do aquecimento global?

São muitas as causas do aquecimento global  e elas estão presentes em todos os setores da economia. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a geração de energia ainda é a principal responsável pela emissão de gases poluentes. No Brasil, segundo o Observatório do Clima (OC), a principal fonte de emissões é o desmatamento, que representa cerca de 49% do total do país.

Quais as consequências do aquecimento global e das mudanças climáticas para o mundo?

O futuro pode ser bem sombrio se nada for feito para enfrentar o aquecimento global. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) prevê que as temperaturas médias globais podem subir entre 3,2°C e 5,4°C até o final do século.  

Caso isso aconteça, ondas de calor, tempestades, furacões, inundações e secas serão muito mais frequentes e intensos. Ainda, ecossistemas sensíveis, como recifes de coral e florestas tropicais, podem sofrer impactos irreversíveis ou desaparecer por completo. A mudança nos padrões de chuvas e o aumento de pragas poderão aumentar a insegurança alimentar.

O cenário com as piores projeções do IPCC é desastroso, mas as análises feitas décadas atrás se comprovaram com os eventos climáticos que estão acontecendo atualmente. "O sul do Brasil foi identificado como vulnerável a enchentes há mais de dez anos. Tivemos um atraso de uma década para preparar a região. Precisamos alinhar a gestão pública e privada com o que temos de ferramentas disponíveis", diz Gabriel Quintana, analista de clima e emissões da Imaflora.

A Suzano adota uma série de ações para combater a crise climática. Saiba mais na página Clima.

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ILUSTRAÇÃO:
Studio Shoyu

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